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#8 Seja Profissional: como causar uma ótima primeira impressão

Como empresário, microempresário e profissional na sua área, é importante ter uma boa imagem e é importante que as suas palavras soem bem. Deve ser capaz de falar com clareza e inteligência sobre o que faz e sobre as ideias que tem de uma forma autêntica. Causar uma boa primeira impressão ajudará a manter e a promover a confiança nos seus produtos, serviços, — e, claro — na sua marca.

“Nunca terá uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão”.

causar uma boa primeira impressão | Micro Oiseau | ajuda gratuita de marketing para microempresários

Quando começamos um negócio, vamos dar connosco diante de pessoas.

Poderemos estar:

  • Numa reunião
  • Numa apresentação
  • A fazer um pitch
  • A fazer networking
  • A ensinar
  • A negociar

Entretanto, há que ter em conta que os nossos cérebros foram programados para detetar perigo numa fração de segundo, antes de qualquer outra coisa, atráves do processamento visual e sonoro. Assim, os estudos dizem-nos que, quando conhecemos pessoas novas, a primeira impressão que formamos a respeito delas — e que estas formam a nosso respeito — baseia-se em:

55% do que VEMOS

38% do SOM que ouvimos

e apenas

7% das palavras que efetivamente DIZEMOS

Pense numa situação em que tenha visto alguém que não lhe é familiar. Talvez a pessoa estivesse a gritar e a fazer barulho. Isto deixou-o ansioso? Entretanto, quando ouviu o que a pessoa estava a dizer, verificou que a sua primeira impressão estava errada. Por esta razão, devemos sempre precaver-nos contra preconceitos e assunções a respeito de pessoas que não conhecemos.

93% da primeira impressão que alguém forma a nosso respeito não tem nada a ver com o que estamos efetivamente a dizer,

mas tem tudo a ver com o que veem e como lhes soam as palavras que dizemos.

Assim, para cativar totalmente a atenção de alguém, é importante soar e parecer alguém que vale a pena ouvir.

No entanto, pode ser desconfortável ser o centro das atenções. Não é fácil falar de nós aos outros, falar-lhes sobre as nossas ideias e serviços, — sejam dois ou 200 — especialmente dada a pressão de saber que o nosso desempenho tem um impacto direto na nossa marca e perspetivas comerciais.

Assim, sempre que investimos tempo ou sempre que nos esforçamos para melhorar as nossas competências de apresentação e no âmbito da criação de envolvimento, isto nunca é tempo desperdiçado. Também pode ter um impacto positivo nas nossas vidas, de forma mais ampla.

Ter uma boa imagem — o que as pessoas veem

Os profissionais devem ter um ar… bem… profissional!

Normalmente, dentro de cada negócio e setor, há uma forma aceitável de se vestir. Pense em advogados, dentistas, construtores ou professores de ioga. Todos se apresentam com estilos de vestuário bastante diferentes. Talvez esteja interessado em mudar estas tradições. Se assim for, ótimo! Isto poderá ajudá-lo a destacar-se da concorrência. A forma como se apresenta deve fazer parte da sua marca de forma mais ampla, e a escolha é totalmente sua. MAS independentemente daquilo que opte por vestir, há algumas verdades universais quando se trata de cativar e envolver outros.

Tem de ter a imagem de quem se importa…

  1. Tenha uma aparência fresca
  2. Assegure-se de que emite um odor agradável
  3. Sorria — nunca houve nem haverá melhor forma de cativar outro ser humano do que sorrir. É difícil não retribuir!

Quando zela pela sua aparência, os outros vão reparar.

Soar bem — o que as pessoas ouvem

Para cativar a atenção das pessoas, eis os três principais aspetos que devemos ter conta quando falamos cara a cara com alguém.

  1. Respire — antes de começar, utilize exercícios de respiração para acalmar os nervos, abrandar a frequência cardíaca, controlar a voz, limpar a mente e relaxar o corpo. Mais adiante, encontrará, ainda neste guia, um exercício de respiração que é fácil de seguir…
  2. Adote uma postura aberta — quando cruza os braços ou quando os segura firmemente de cada lado, a sua linguagem corporal está a sinalizar que “Não estou confortável nem acessível”. Quando estamos nervosos, a adoção desta postura, seja de pé ou sentados, é um mecanismo de defesa natural. Para evitar isto, respire, deixe cair os ombros e descontraia os braços, dobrando-os ligeiramente na zona do cotovelo. Se ajudar, entrelace levemente os dedos à sua frente, até se sentir mais relaxado. Ao falar, é boa ideia utilizar gestos — mas há que mantê-los leves e variados. Não aponte. Apontar pode ser visto como um gesto agressivo; é preferível manter as mãos abertas, a assinalar transparência.
  3. Abrande o ritmo — se há coisa que melhora instantaneamente o nosso discurso e elocução é simplesmente abrandar o ritmo (e respirar). Também tem a ver com ritmo e com a construção de um “espaço de compreensão” em torno de factos, números e ideias importantes. Não tenha medo de momentos de silêncio como estes. Fazer uma pausa antes ou depois de transmitir uma informação pode ser uma estratégia muito poderosa porque:
    • Possibilita que o seu interlocutor processe o que está a dizer
    • Mostra a sua confiança e cultiva a confiança dos outros
    • Dá-lhe uma oportunidade para respirar e um momento para decidir o que vai dizer a seguir!

Falar de forma autêntica — o que diz

Quando já cativámos a atenção das pessoas, é altura de lhes dizer aquilo estão interessadas em saber — ou, melhor ainda: aquilo que achavam que não estavam interessadas em saber, mas que agora acham completamente fascinante.

“Seja você mesmo, os restantes papéis já estão escolhidos.” Oscar Wilde

Eis as principais dicas para o ajudar a falar com autoridade e autenticidade:

  1. Seja você mesmo — é menos cansativo e não cometerá deslizes.
  2. Adapte o que diz ao seu público — ou seja, à dimensão, interesse no tema e conhecimento prévio que o público tem do assunto.
  3. Não utilize jargão — isto não o fará parecer mais esperto. Pelo contrário, fará simplesmente com que o público perca o interesse e fará com que o ache um bocado idiota.
  4. Não utilize três palavras quando uma chega — isto só servirá para se meter numa embrulhada e para tropeçar nos seus próprios pensamentos.
  5. Seja confiante — mas não minta nem embeleze os factos. Hão de descobri-lo.
  6. Mostre a sua paixão — as pessoas adoram pessoas que adoram o que fazem. Se acha que é melhor ser “fixe”, veja o ponto três.

Agora, vejamos uma situação em que a respiração pode fazer toda a diferença a nível da nossa dicção e elocução. Imagine o seguinte cenário…

Está diante de um público que está à espera que diga alguma coisa.

Está nervoso e tem o corpo tenso.

A tensão está a deixar-lhe a boca seca e está a fazer com que a sua voz pareça muito baixa e fraca — ou que está a falar demasiado alto, com uma voz descontrolada.

Isto deixa-o confuso — e uma mente confusa dá azo a que se esqueça de falar sobre informações-chave.

Ficará frustrado, pois sabe que não está a passar a sua mensagem.

O público dá-se conta das dificuldades que está a sentir e fica impaciente.

Agora, todos estão desconfortáveis e ansiosos.

Mas não desespere! Há uma série de técnicas — que são fáceis de aprender — para afastar o stress, acalmar os nervos e garantir que não só o público ouvirá o que tem a dizer, mas também que ficará consigo até ao fim.

A chave para isto está na forma como respiramos.

Utilize a respiração a seu favor

Além de alimentar os pulmões com oxigénio, a respiração alimenta também o cérebro, para nos ajudar a concentrar, e, através do sangue, alimenta os músculos, para nos mantermos numa posição vertical.

MAS

Para conseguir que a respiração nos ajude a reduzir os níveis de stress, é necessário refletir e praticar, para abrandar a frequência cardíaca, acalmar os nervos e limpar a mente. Antes de falar, faça uma pausa, e preste atenção aos seguintes aspetos:

  • Adote uma postura direita — se estiver sentado, sente-se direito, e mantenha o corpo numa posição centrada
  • Vire a cabeça para a frente, e mantenha o maxilar relaxado
  • Relaxe os ombros e deixe-os cair: estes devem ficar afastados das orelhas
  • Apoie os pés firmente no chão
  • Não trave os joelhos

Agora, inspire lenta e profundamente através do nariz e EXPIRE através da boca.

Ao inspirar, imagine o ar a fluir para DENTRO de si através do umbigo, enchendo primeiro a parte inferior dos pulmões.

Quando tiver os pulmões cheios de oxigénio, EXPIRE lentamente através da boca, esvaziando os pulmões enquanto conta lentamente até 10.

Repita o processo, tentando aumentar gradualmente a contagem de ar expirado para 12, depois para 15 ou até para 20.

Quanto mais frequentemente praticar esta técnica, mais depressa terá uma forma natural e eficaz de acalmar os nervos. Como resultado, quando precisar de falar, a sua voz soará firme aos seus interlocutores, terá o corpo menos tenso, terá a mente limpa, e não só parecerá como soará confiante.

Quando de trata de oportunidades para proprietários de pequenas empresas e microempresários, estas podem surgir de lugares inesperados, portanto, há que estar sempre preparado, com algumas ideias para partilhar. E, tal como sugerimos no nosso segundo guia, “Seja Valorizado: como definir o preço certo e vender”, não pense em fazer uma “venda”; pense antes em construir uma relação. Quando falar com alguém, tenha em mente:

  • Quem são as pessoas que poderá ajudar
  • Como poderá ajudá-las
  • As pessoas que sabe que poderão ajudar

E, é claro, sorria e respire!

“Regra geral, a primeira impressão que causar marcará forma como as pessoas se vão lembrar de si. Por isso, certifique-se de que vale a pena recordá-la”. Christine E. Szymanski